segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sempre que chove, tudo faz tanto tempo...

Era outro dia mesmo que a gente virava copo até a noite virar dia, na esquina virando para a esquerda. E a gente ia virando poeta, virando rock star, virando romântico, virando do avesso, virando criança, virando notícia na vizinhança. Mas a gente sempre virava o jogo, a mesa, a página e as costas. A conta chegava, o salário não dava, mas a gente ia se virando até virar o mês, até virar o cartão. Era outro dia mesmo, mas agora faz tanto tempo. É que em São Paulo chove demais e tudo vira saudade.

Mário Quintana

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